Comentário
baseado em Mc 7,24-30
Jesus
não conseguia ficar escondido, pois a luz brilha para iluminar toda a “casa”
(cf. Mc 4,21-22). Depois da controvérsia sobre o puro e o impuro, Jesus vai
para uma região pagã. O que foi dito na controvérsia (Mc 7,1-23) pode ser
verificado na prática e ampliado: não há lugar nem pessoa a quem não seja
oferecida a salvação. Jesus rompe a barreira da impureza.
Nem a
missão de Jesus nem a salvação que ele oferece como dom têm como destinatários
exclusivos os “filhos” (v. 27), Israel; pertencem também aos “cachorrinhos”,
uma forma de designar os pagãos. Todo nosso relato está centrado no diálogo de
Jesus com a mulher.
Na sua
resposta a Jesus, aquela mulher siro-fenícia mostra a sua fé, chamando Jesus de
Kyrios, “Senhor”. Com essa invocação os cristãos se dirigiam ao Cristo
ressuscitado. A palavra da mulher e os seus gestos demonstram a confiança em
Jesus e a convicção de que nele e somente por meio dele é que o mal que
aprisiona a sua filha pode ser vencido. Se o mal está presente em todos os
lugares, a vitória do Senhor sobre ele não tem fronteiras.
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