quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Sem medo de ser Feliz...


Quinta-Feira — 29.11.2012
COMENTÁRIOS DO EVANGELHO Lucas 21,20-28
1.   Sem medo de ser Feliz...

       Se lermos esse evangelho e o interpretarmos ao “Pé da Letra”, vamos ficar cismados que o nosso velho mundo está no fim,  e quando cruzarmos essas informações com os estudos do nosso universo, dando conta que um Satelite ou um Cometa de proporções colossais está em rota de colisão com a terra, vamos começar a acreditar nas previsões catastróficas que tem até data marcada: dezembro de 2012.
É próprio do ser humano especular sobre o fim do mundo, antigamente a ciência não tinha avançado tanto e a previsão vinha mesmo dos meios religiosos, e como o Mundo acabou em água no Dilúvio, então agora vai acabar em fogo. Hoje já se fala nisso de um modo mais avançado, e do universo virá a tragédia que acabará com a raça humana. E há as pessoas simples que até começam a pensar todo dia nessa história e nada mais conseguem fazer a não ser esperar pelo “Dia do Senhor” que está aí as portas.
Nas primeiras comunidades Cristãs também se vivia esse clima de espera, e de vez em quando se retomava a linguagem apocalíptica, um estilo próprio para escrever sobre esses acontecimentos causando impacto nos ouvintes, que rapidinho buscavam a Deus e se convertiam. Então, por que esse evangelho chegou até nós com essa linguagem? Que mensagem ele nos traz? Será que Deus quer nos assustar com a sua Santa Palavra? Claro que não!
Jesus está falando aos seus conterrâneos sobre um acontecimento histórico, que foi a invasão e a destruição da cidade de Jerusalém no ano 70,  quando os Judeus se espalharam pelo mundo inteiro. E O Judaísmo que se gabava tanto da beleza e suntuosidade do seu templo, acabou em nada.  Mas se for só isso, podemos pular esse evangelho pois para nós não há mensagem? Há sim, e das mais belas.
Os Homens definharão de medo...O Ser Humano arrogante e prepotente, que há muito enveredou-se pelo caminho do ateísmo, negando Deus e a sua Verdade absoluta, apostando todas as suas fichas no Materialismo, reduzindo seu projeto de Felicidade aos bens de consumo, fazendo dos grandes Shoppings suas grandes catedrais, irá tomar um grande susto ao descobrir de repente que Deus existe e que toda humanidade caminha para Ele. Esse abalo que o Ser Humano irá tomar, quando descobrir que Deus existe e que há uma forma de se relacionar com Ele chamada Religião, vai deixá-lo estarrecido, pois muitos há que passam a vida e não fizeram ainda essa descoberta.
Por isso o evangelho é bem claro, não quer aterrorizar a ninguém, mas apenas  acende uma luzinha amarela piscante, a nos dizer; Olha, Deus existe sim e um dia qualquer, toda a humanidade irá estar diante dele e o seu Reino definitivo será inaugurado.
Os que já professam e vivem a sua Fé, de modo autêntico e sincero não terão o que temer,pois  erguerão a cabeça seguros de si, convictos de que fizeram a escolhae a decisão acertada ao viverem essa Vida em comunhão com Deus presente em Jesus e agora, neste último ato da humanidade, percebem felizes que chegou o grande dia  de serem acolhidos definitivamente na Comunhão Eterna com o Deus da Vida e da Esperança, com quem sempre caminharam em sua existência.Terão confirmadas perante toda a humanidade a sua esperança e a sua Fé, eles mesmos confirmarão cheios de alegria que, viver uma religião não foi perda de tempo, ópio ou alienação, como certas ideologias apregoavam o tempo todo.
Todo dia é dia de mudança de mentalidade e conversão. Só depende de nós... acreditar e viver a Palavra, ou então ignora-la e acreditar somente nos “grandiosos” projetos humanos, que sempre prometem o mundo e o fundo, mas que nada garantem no pós morte.
2.   Discurso escatológico

       O discurso escatológico, no evangelho de Lucas, inicia-se com o prenúncio da destruição do Templo e, nesta parte final, faz a narrativa da destruição de Jerusalém. Lucas escreve seu evangelho na década de oitenta, cerca de dez anos após Jerusalém ter sido destruída pelas tropas do general romano Tito, e seu texto inspira-se no fato já acontecido.
O fim de Jerusalém, na visão dos cristãos convertidos do judaísmo, tinha o caráter escatológico da inauguração dos novos tempos, com a manifestação plena do Filho do Homem, no desabrochar da nova humanidade libertada e glorificada em Jesus.
Jesus, como dom teu à humanidade, de modo que eu possa usufruir dos benefícios de tua salvação.

3.   A LIBERTAÇÃO SE APROXIMA


A descrição evangélica do fim do mundo reúne uma variedade de elementos. Seu objetivo é motivar a esperança e a perseverança no coração do discípulo. O pano de fundo do relato é a destruição de Jerusalém pelas tropas romanas e a narração de sinais cósmicos, de caráter apocalíptico, postos em relação com a vinda de Jesus, como juiz libertador.
As vicissitudes causadas pela invasão romana são expressas na fuga apressada para os montes, em busca de esconderijo, na matança da qual o povo foi vítima, e no cativeiro que foi imposto aos judeus. A situação das mulheres grávidas foi particularmente delicada, por não poderem fugir com a pressa exigida pela situação. A destruição de Jerusalém teve um sabor de fim do mundo. De fato, era como se o mundo tivesse vindo a baixo.
Segundo os textos proféticos, a intervenção salvífica de Deus, na história humana, seria acompanhada de fenômenos cósmicos aterradores. E o universo inteiro seria abalado pelo poder absoluto de Deus. Neste contexto, é descrita a visão de Jesus, o Filho do Homem, manifestando-se como juiz de toda a humanidade.
Jesus é o penhor da libertação do ser humano, e deve ser esperado com vigilância e fidelidade. Não importa quando isto acontecerá. Importa, sim, que o discípulo não esteja desprevenido. Vigilância e fidelidade acontecem quando se pratica a misericórdia.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Perseguição e Perseverança



Há uma música belíssima de Elvis Presley que se chama "Bridge Over Troubled Water" e que se traduz "Como uma Ponte sobre as águas turbulentas". Nesse evangelho ( Lc 21,12-19) Jesus encoraja seus discípulos, principalmente os da comunidade de Lucas, quase no final do primeiro século da Era Cristã, a resistirem firmes a perseguição que iniciou-se mais ou menos no ano de 54 pelo Império Romano, mas os primeiros perseguidores do cristianismo foram os Judeus que viam os cristãos como uma seita.
Haveria alguma relação dos fatos vividos por essas comunidades, com as nossas comunidades atuais?
Todos falam da liberdade para se professar a Fé, desde que seja uma religião que não atrapalhe a Pós modernidade, seus usos e costumes, desde que essa religião não venha querer ditar normas para se viver. A Igreja jamais foi contra o avanço e progresso do homem, suas conquistas científicas, sua rápida evolução na tecnologia, na comunicação, na medicina, no campo da informática, mas sempre tem algo a dizer aos homens quando a Vida humana é colocada em segundo plano, e ela tem a sua dignidade desrespeitada.
Pode se dizer que não há uma perseguição sistemática contra quem é cristão, entretanto, basta tomar posição publicamente diante de algo polêmico que envolva a Vida do Homem, e que contrarie os ensinamentos do Santo Evangelho, e a pessoa com certeza vai estar arrumando uma bela de uma encrenca. Na fábrica onde trabalhei conheci um Cristão evangélico, que por ocasião do carnaval, recusou-se a ajudar na distribuição de preservativos em sua seção, em uma campanha feita pela Área de Medicina Industrial, o rapaz posicionou-se contrário alegando que para combater a AIDS o mais importante era orientar os jovens sobre a promiscuidade do que incentivá-los dando-lhes o preservativo, este é um pensamento cristão, por isso, foi o que bastou para que o seu superior mudasse o relacionamento para com ele, perdendo o prestígio no ambienta de trabalho. Também conheci uma jovem que passou a ser mal vista pela patota da escola, quando descobriram que ela era virgem, porque queria casar-se casta como ensina a Igreja. Esses e outros exemplos acontecem todos os dias nos mais variados ambientes de ensino ou de trabalho, e mostra que ser cristão comprometido com o evangelho, não é coisa tão fácil na pós modernidade.
O que Jesus afirma nesse evangelho, é que ele próprio será a força e a coragem de quem se mantiver fiel, exatamente como uma ponte, sobre a qual poderemos atravessar para chegar incólumes do outro lado, permanecendo fiéis naquilo que cremos.
Bridge Over Troubled Water: Como uma ponte sobre as águas turbulentas eu irei me colocar...

domingo, 25 de novembro de 2012

VOCÊ PRECISA DE UM MÉDICO?





Uma senhora com câncer vai a uma farmácia adquirir remédios. Mostra a receita e o farmacêutico lhe pergunta quem receitara os remédios. Ela respondeu que fora Dr. Moscati que há alguns minutos lhe dera a receita. O farmacêutico disse ser impossível, pois ele morrera há dois anos. Então ela lhe respondeu que acabara de ser consultada por ele.
A notícia se espalhou como um raio. Em pouco tempo a fama de santidade e a devoção ao Dr. Moscati correram o mundo.

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Eu estava caminhando pelas ruas do centro de São Paulo, e ao encontrar a Editora Loyola adentrei para comprar uma agenda de 2011. Ao correr os olhos sobre os livros e objetos religiosos que ali estavam, parei sobre uma estante que me chamou muito a atenção. Um DVD, um vídeo: “Moscati”. Não poderia deixar de esboçar um largo sorriso, pois conheço a vida de São Moscati e sei que sendo produção italiana, o filme deveria ser bom, como era o filme Padre Pio. Comprei o filme e trouxe para casa.
Há muito tempo eu já havia lido sobre São José Moscati, um médico nascido em 25 de julho de 1880, em Benevento (Itália). Cursou a Faculdade de Medicina e Cirurgia de Nápoles, formando-se em 1903. Moscati desenvolveu toda sua carreira no Hospital dos Incuráveis de Nápoles, onde foi clínico, professor e acima de tudo um médico apóstolo. De lá tirava seu sustento.

Já em seu consultório, havia um cestinho. E quando o paciente dizia:
- Quanto lhe devo, doutor?
Ele respondia:
- Pense em ficar bom. Depois, se tem qualquer coisa, coloque no cestinho; se tem necessidade pegue o que te serve.

Assim era José Moscati, o médico que pagava seus doentes, que foi canonizado pelo Papa João Paulo II, em 25 de outubro de 1987.
Para quem tem problemas de saúde, ou mesmo em sua família, REZE AO DR. SÃO JOSÉ MOSCATI – médico santo, que antes atendia em Nápoles, mas agora do céu atende ao mundo todo.

Quem se interessar em conhecer a vida maravilhosa desse Santo Médico, pode encontrar sua biografia no site do “O Desbravador”: http://www.odesbravador.org.br/odesbravador_2007_331_332.pdf

Almas Castelo

JESUS-HÓSTIA ATRAI CORAÇÕES





Germano Cohen era judeu e natural de Hamburgo. Em 1847 foi alvo de geral admiração e de aplausos pelas suas extraordinárias aptidões de pianista. Uma noite, atendendo ao pedido de um príncipe, aceitou a direção do coro para o mês de Maria.
Embora não prestasse atenção às cerimônias, sentiu, entretanto, no momento da bênção, do Santíssimo, uma sensação extraordinária que o obrigou a ajoelhar-se. Desde então, assistia frequentemente à bênção.
Começou a assistir a Santa Missa, sentindo-se atraído suave, mas fortemente, pelo tabernáculo. Custava-lhe, separar-se dele.
O ódio ferrenho dos judeus contra o cristianismo desaparecera por completo, do seu coração. Sentia em sua alma, um grande desejo de se tornar católico. E quanto mais vezes assistia à Santa Missa, mais ardente se tornava este desejo.
Estudou a religião católica e foi batizado em 28 de agosto. Após o batismo, aspirava de todo o coração em receber a Santa Hóstia.
No dia 08 de setembro, dia da Natividade de nossa Senhora, teve a grande felicidade de fazer a 1ª Comunhão. Desde este dia, foi o tabernáculo, o centro de todos os seus pensamentos.
Uns meses mais tarde, estava à noite na capela das Irmãs Carmelitas, fazendo a adoração. Já era tarde, devia sair, mas, absorvido na adoração.
Não percebeu. Advertiram-no que era hora de sair. Ele vendo ali outras pessoas reclamou e quis ficar. Disseram-lhe que eram só senhoras e elas ficariam à noite toda na capela, fazendo adoração noturna.
Levantou-se e saiu. Mas, disse ele consigo: “Então adoração noturna é só para senhoras?”.
Na manhã seguinte, procurou fundar uma associação noturna só para homens. Em pouco tempo realizou o seu plano. Mais tarde, tornou-se Carmelita.
Sua mãe empregou todos os meios para atrair-lhe novamente ao judaísmo, mas, em vão. Fez-se sacerdote e grande arauto do Santíssimo Sacramento.
Sua irmã, vendo-o um dia, levar na procissão do Corpo de Deus, com tanta devoção, a Santa Hóstia, ficou comovida e tocada pela graça de Jesus, fez-se também católica.
É Jesus que atrai os corações!

Extraído do livro “Leituras Eucarísticas” de 1935, do Frei Mariano Wintzen, da Editora Vozes.
 Deus te abençoe!
Pe. Luiz Gilderlane

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

NOSSO VIGIA NOTURNO





Eu tenho tendência a ser ansiosa e muitas vezes levo todos os problemas do dia para a cama comigo. Resultado: não durmo bem e no outro dia estou um “trapo”.
Uma senhora certa vez escreveu algo que me ajudou muito. Ela disse que à medida que tirava a roupa que havia usado durante o dia, ela se despia das suas preocupações, orando por cada uma delas. Depois ela tomava um bom banho e colocava seu roupão. Parece uma coisa boba, mas após fazer isto ela se sentia liberta do peso e pronta para realmente descansar.
Eu fiz, e funcionou!
Se Deus quisesse que ficássemos acordados a noite toda trabalhando nos problemas do mundo, o Espírito Santo nos revelaria, mas, ao contrário sua Palavra nos diz que Deus não dorme (Cf. Salmo 121/120), e por isso eu posso dormir! O sono vai renovar as minhas forças e enquanto isso Deus está acordado cuidando de cada uma das minhas preocupações.
Eu trabalho o dia inteiro e não preciso trabalhar no turno da noite também. Além do mais, minha ansiedade pura e simples não vai ajudar em nada na resolução daquilo que me aflige… ao contrário, ela vai fazer que os problemas pareçam maiores diante dos meus olhos.
Você já se sentiu assim? Então experimente descansar no Senhor, entregando-lhe cada uma das suas preocupações!
Lembre-se: “Para uma boa noite de descanso, descanse no Senhor!”.

Para os montes levanto os olhos: de onde me virá socorro?
O meu socorro virá do Senhor, criador do céu e da terra.
Ele não permitirá que teus pés resvalem; não dormirá aquele que te guarda.
Não, não há de dormir, nem adormecer o guarda de Israel.
O Senhor é teu guarda, o Senhor é teu abrigo, sempre ao teu lado.
De dia, o sol não te fará mal; nem a lua durante a noite.
O Senhor te resguardará de todo o mal; ele velará sobre tua alma.
O Senhor guardará os teus passos, agora e para todo o sempre.

(Salmo 121/120)

UM “SIM” DEFINITIVO AOS PLANOS DE DEUS




Desde criança ouvia as pessoas dizendo: “Esta pessoa é de palavra!”. Aquilo sempre me chamou a atenção. Ser gente de palavra... 
Seja o vosso sim, sim, e o vosso não, não. O que passa disso vem do Maligno”, vai nos afirmar o Evangelho de Mateus, capítulo 5, versículo 37.

Hoje, no mundo da técnica e do progresso, parece que tudo é provisório. Será mesmo? Não pode existir mais nada de definitivo?
Olhando para a Menina de Nazaré, vemos mais do que uma pessoa de palavra. Ela é a Mãe da Palavra. O Verbo se fez carne nela. E é a mulher do “sim” definitivo aos planos do Pai.

“A vida só é risco e aventura para quem se decide, em definitivo, assumir compromissos”.
Quando assumimos algo, colocamo-nos diante do incalculável. No mundo da técnica isso parece loucura, mas é o que dá sentido à vida. Nascemos para gastar a vida pelos outros, para servir e amar.
É preciso ser gente de palavra para assumir de verdade essa aventura. Digo isso com respeito ao matrimônio, à ordenação sacerdotal, aos compromissos de amor e fidelidade que cercam essas realidades.
Quando assumimos o definitivo, precisamos ter presente a alegria e a satisfação do cumprimento da missão; a paz e a serenidade que garantam o perdão mútuo e a possibilidade de se dar sempre novos inícios, no mesmo compromisso, com um amor renovado.

Peçamos a Virgem Mãe, Mãe do Verbo Divino, que nos mantenha fiéis às nossas palavras, às nossas promessas.
Que o mundo veja em nós o amor e a fidelidade do próprio Deus! Que o nosso Amor seja expressão viva do Amor de Cristo, Palavra do Pai, pela humanidade!
O nosso “sim” perseverante coroa e confirma a dignidade de filhos e filhas de Deus que carregamos em nosso ser!

Caríssimo (a) irmão (ã), esse “sim” é abençoado por Deus! Sim à vida, à alegria, à comunhão de vida! Porém, não cobre de você o que de você não dependeu. Faça a sua parte, isso é o que importa! Aquele que disse um “sim” definitivo à humanidade há de recuperar o coração de quem se sentiu diante de alguém que não manteve a palavra!
Maria, mulher do “sim”, rogai por todos nós!