comentário do
Evangelho Lc 9, 28-36 24.02.2013
Os
discípulos estavam longe de conhecer o Mestre, com quem partilhavam a vida e a
missão. Nada de extraordinário havia em Jesus, que o distinguisse dos demais
seres humanos. Com certeza, alguns traços de sua personalidade faziam dele uma
pessoa especial. Contudo, nada que o fizesse impor-se às pessoas, obrigando-as
a confessarem sua condição de Filho de Deus.
A
transfiguração revelou aos três discípulos escolhidos o que, em Jesus, está
além das aparências: sua santidade. Tudo, na cena, aponta para isto. Jesus
transfigurou-se, enquanto estava em oração, em profunda intimidade com o Pai.
Seu rosto assumiu uma nova fisionomia. A candura fulgurante de suas vestes, e
tudo o mais, apontavam para a riqueza interior do Mestre. O ápice da
experiência dá-se quando o Pai proclama-o com sendo seu Filho amado. Não resta
lugar à dúvida: a humanidade de Jesus encobria sua santidade, que o colocava na
esfera divina.
A
proposta dos discípulos, encantados com o que viram, não convenceu a Jesus.
Querer ficar no alto do monte, contemplando a glória do Mestre, não era um
desejo viável. Era preciso descer a montanha e, com ele, caminhar até a cruz.
Só então, para sempre, o fulgor de sua glória despontaria na ressurreição.
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