O que podemos dizer pela forma perceptivelmente que possuímos e até mesmo
com um certo grau de evidência é que o homem, já nasce sem a fé, desdobrar
isto leva a perceber que toda sacramentalidade está no “no criado em Cristo”(Cl 1,16)
isto é com o “pecado original”, não si trata propriamente de uma perda, mas de
evitar um crescimento com a graça que nos coloca numa perspectiva de uma
relação íntima com Deus, como já sabemos, a religião nos apresenta um diálogo
entre o Deus vivo e o homem. Pois ela supera as nossas fraquezas humanas e é
somente pela graça que nos tornamos religiosos!
Toda a comunidade sacramental está presente, de maneira consciente ou
não, vida de toda humanidade religiosa e esta por sua vez submete-se a Deus,
que convida a participar da graça. O ser divino que está presente em nós é o
“em Cristo” do nosso ser criado, é o ter nascido sem saber deste nascimento no
Espírito de Cristo. Por isso, é que o batismo, o “nascer não da carne, mas do
Espírito Santo” que manifesta o verdadeiro ser – o ser Filho de Deus.
Deus tem um pessoal empenho na salvação da humanidade. A experiência
religiosa que temos interiormente que nos vem pela graça, não tem uma forma
visível, mas permanece, mesmo que de forma desconhecida no interior do “coração”
do homem. O homem que em resposta louva ao Deus que se manifesta através de um
ato de salvação ou mediante a revelação de um mistério. Deus é o sujeito e a
fonte de toda a ação criadora e salvadora, tudo que Deus realiza no homem e no
mundo. Deus “nos escolheu nele antes da
fundação no mundo para sermos santos e irrepreensíveis sob o seu olhar, no
amor. Ele nos predestinou a ser para Ele filhos adotivos por Jesus Cristo,
assim o quis a sua benevolência”(Ef 1,4-5) , liberta, reuni tudo em Cristo, entrega a herança prometida (cf.
Ef 1,8-12) e concede o dom do Espírito Santo:
“ouvistes a
palavra da verdade, o evangelho que vos salva. Nele, ainda, crestes e fostes
marcados com o sinete do Espírito
prometido, o Espírito Santo, adiantamento da nossa herança até a
libertação final em que dela tomaremos posse, para o louvor da sua glória”(Ef
1,13-14)
Deus cria o homem e dirige-se a ele de pessoa para pessoa e isso nos
mostra que pela relação intima e pessoal que temos com Deus nos coloca em
confronto com o mundo no qual se coloca a nossa existência que nos comunica o
Deus vivo, o qual o homem não consegue separar, não por seus méritos, mas pela
bondade de Deus que não o abandona.
O homem deve ter com Deus uma relação de dialogo; como aquela relação de
pai para com a criança, que não tem condições de reencontrá-la por si mesmo.
"Encontra-se o homem
perante Deus numa relação de Tu e eu, numa relação de diálogo. O homem perdeu
essa relação viva com, esta relação de criança com o Pai, não podendo
reencontrá-la por si mesmo. é o que a vida neste mundo faz compreender".[1]
É em Israel que se dá a primeira etapa da Igreja onde é apresentado o
fruto da intervenção da misericórdia de Deus, a preanunciação do que São Paulo
empregará a Igreja de Cristo, escrevendo que:
“Cristo amou os seus e se
entregou por ela, a fim de purificá-la com o banho da água e santificá-la pela
palavra[2],
para apresentar a si mesmo a Igreja, gloriosa, sem mancha nem ruga, ou coisa
semelhante, mas santa e irrepreensível" (Ef 5,25-27).
Pelo batismo o próprio Cristo purifica a sua noiva, isto é, a Igreja para
apresentá-la a si mesmo. A parte central da revelação de Deus nos é apresentada
no Antigo Testamento: “Eu serei o teu Deus e tu serás meu povo".[3]
Espírito Santo. O Espírito Santo sempre é o mesmo e único, amor absoluto
e intranscendível.
[1]
Leonardo Boff - Os sacramentos da vida e a vida dos sacramentos. P.15
[2] É
por meio da Palavra proclamada que o batismo ganha o seu valor e também é claro
pela profissão de fé do batizado. Toda a originalidade do sacramento está na
palavra de Deus. Cf. Mc
16,15s.
[3] Êx
6,7; Lev 26,12; Dt 26,17-18;29,12-13;Jr 7,23;11,4;24;31,33;Ez11,20;14,11;37,27;
Os1,9.
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