Comentário baseado em Mc 1, 29-39
O poder taumatúrgico
de Jesus chamava a atenção de todos. Por onde passava, atraía multidões de
pessoas que recorriam a ele em busca de cura para suas doenças e enfermidades.
E ninguém ficava sem ser atendido.
Os milagres de Jesus,
entretanto, nada tinham de exibicionismo. Seu poder de curar não o transformava
em milagreiro ambulante, a serviço do interesse e da curiosidade alheia.
Talvez, houvesse quem se aproximasse dele com esta visão deturpada de sua ação.
Mas, ele manteve até o fim sua pureza de intenção.
Os milagres de Jesus
estavam em função de seu serviço ao Reino. Através deles, ficava patente que o
Reino estava acontecendo em forma de recuperação da saúde e de tudo quanto mantinha
cativo o ser humano. O Reino, por conseguinte, se concretizava em forma de
saúde e libertação desencadeadas pela ação de Jesus.
Os benefícios do
poder de Jesus chegavam a todos indistintamente. Jesus não se perguntava se a
pessoa era digna ou não de ser beneficiada por ele. Importava-lhe apenas o fato
de ter diante de si alguém carente de vida, em quem o Reino podia dar seus
frutos. Por isso, não se recusava a acolher ninguém e fazê-lo participar da
vida recebida do Pai, para ser partilhada com a humanidade.
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