Comentário baseado em Mc 1, 29-39
Depois da sinagoga,
acompanhado das duas duplas de irmãos, Jesus vai à casa de Simão e André, a
poucos metros da Sinagoga de Cafarnaum. Ali, o evangelho nos relata dois
episódios: a cura da sogra de Pedro, ainda durante o descanso sabático, e o
resumo da atividade de sucesso de Jesus, depois do pôr do sol, isto é, tendo
passado já o sábado. Os quatro discípulos, depois os Doze, são testemunhas
oculares de tudo o que Jesus fez e ensinou; testemunhas sobre as quais é
construído o relato evangélico (cf. Lc 1,1-4).
Essa diferença
temporal, sábado e depois do sábado, juntamente com o deslocamento espacial,
sinagoga e casa, mostra que o Senhor age sempre, em qualquer tempo e lugar. Sua
presença muda a vida das pessoas e essa transformação é sentida, inclusive, no
próprio corpo. É o Senhor da vida que, com o gesto simbólico de tomar pela mão,
como quem arranca alguém do sono, metáfora da morte, faz a sogra de Pedro se levantar
para servir. Não obstante a fama crescente, Jesus procura os lugares afastados
para a sua oração, não se deixando vencer pela tentação do sucesso nem se
deixando aprisionar por qualquer lugar ou se deixando manipular por quem quer
que seja.
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