quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Marcas da Experiência de Deus:



A primeira grande marca da experiência de Deus é que ela nos faz reler a vida a partir de algumas vivências fortes da presença amorosa de Deus, que vai dando um sentido novo à tudo que nos cerca. Neste sentido, eu me situo e assim me interpreto, buscando me entender de modo bem diferente diante do universo que me envolve. Nisso consiste afirmar que: a vida espiritual começa quando percebo que Deus me ama. Tal percepção supõe em mim uma disposição muito forte para reatar laços numa reconciliação consigo e com todos os seres. Nos leva também a recuperar o verdadeiro sentido do projeto da vida humana, que é, a maturidade do homem e da mulher. Nisto consiste saber que a convicção profunda do amor que Deus tem por nós, apaga os medos e destrói as máscaras que nos escondem.
 A Segunda marca é o conhecimento da vontade de Deus. Ou seja, é a experiência profunda de saber o lugar que eu ocupo no plano da salvação, em favor do outro. É sobretudo a abertura para a compreensão da missão. Daí, eu vou percebendo a surpreendente presença de Deus, mesmo nos caminhos tortos. O conhecimento da vontade de Deus, nos vai impulsionar a buscar e a encontrar Jesus em todas as coisas. É a experiência de vivenciar a espiritualidade de um Deus criador que continua trabalhando em cada um e em todos nós, bem como no hoje da nossa história. Daí então, vamos absolutizando valores já conhecidos, quando se percebe que tais valores são de fato assumidos pelo próprio Deus. A terceira marca dessa profunda e humanizante experiência de Deus, é a do encontro com este mesmo Deus que nos faz estremecer, ficarmos pasmos, maravilhados. O que nos faz afirmar com veemência, que a experiência que vivenciamos na espiritualidade, é como um horizonte, quanto mais caminhamos para ele, mais parece que ele afasta-se de nós. Porém, chegar à ele é na verdade, avançar sempre mais. Mas é justamente nisso, que consiste a nossa paz e a nossa esperança: saber que estamos sempre no caminho. Pois Deus é o inatingível, o não manipulável. Porém, a marca principal desta sede que nunca se sente satisfeita, é a paz interior.

Espiritualidade e Oração:

 Falar da experiência de Deus na vida espiritual da pessoa humana, leva-nos necessariamente, ao campo da mística e da oração. Por isso traçaremos agora, em poucas palavras, a relação que há entre a espiritualidade e a oração. Apontaremos também, a dimensão transformadora e o compromisso que há de brotar, de uma vida espiritual alicerçada na oração. Sem dúvida nenhuma, foi a tradição da vida religiosa, que privilegiou a oração como o lugar da experiência de Deus. Assim sendo, a missão era vista apenas, como o final do processo que começava com a oração. Esta por sua vez, motivava e alimentava a missão. A relação entre oração e missão, oração e ação, acontecia numa só direção, cujo ponto de partida era sempre a oração. No entanto hoje, vamos compreendendo a íntima relação que há entre a oração e a ação, nas duas direções. Portanto, a partir de uma espiritualidade encarnada no hoje de nossa história, é possível afirmar que
: “A oração leva ao compromisso e o compromisso leva de volta à oração”.
 A oração não pode ser, e nem deve ser alienada, ela deve sim, se converter em atitude vital, de maior qualidade. O que significa dizer, que a pessoa espiritual( pessoa na sua totalidade) ou de oração, deve e tem por missão, viver mais humanamente, criando relações humanas-humanizantes, respeitando e lutando sempre pela promoção da dignidade da pessoa humana. O documento de Puebla no número 727, se refere a uma oração que de fato leve a pessoa à um compromisso libertador, bem como, de uma vida também pautada em momentos fortes de oração, intimidade com Deus. Desse modo, a oração, continua sendo o centro da experiência de Deus. Hoje também somos atraídos à uma nova compreensão que diz:
É possível fazer uma profunda experiência de Deus, dentro do compromisso libertador, que se expressa como uma verdadeira contemplação na ação, oração na vida, contemplação ativa e compromisso contemplativo, no qual, Deus é encontrado, no coração da vida humana.
Nesse ponto, vemos que a vivência da realidade, não apenas exige de nós momentos fortes de oração, onde se encontra Deus e ao mesmo tempo se fortalece para a ação, sobretudo, torna-se o lugar privilegiado, da experiência de Deus. Na verdade, a vivência plena da espiritualidade, o encontro com Deus, acontece no próprio trabalho que pretende transformar a realidade, no compromisso com os crucificados da história, na solidariedade com os desfigurados de ontem e de hoje, na partilha de seus sonhos, na caminhada comum, a ponto de partilhar se necessário, até o seu destino no martírio o que na tradição Bíblica chamamos do culto à Deus, na prática da justiça. Nesse contexto, queremos enfatizar que o centro da experiência de Deus passa a ser a missão, entendida a partir do mistério de Jesus Cristo. Pois ele, sendo o enviado do pai, entrega-se totalmente à causa do reino, realizando a sua missão, em plena comunhão com o pai que o envia. É a luz do projeto de Deus, que Jesus contempla o mundo, a realidade do ser humano, comprometendo-se radicalmente e incondicionalmente, ao anúncio do reino. Dai ser a sua vida, a efetivação da chegada do reino, por isso ele afirmava:
” O reino de Deus já está entre vós”.
Tudo isso ele fazia imbuído de uma relação intrínseca com o pai. Relação essa, motivada por uma mística profunda, que o levava ao mesmo tempo ao encontro dos desfigurados da história. Esse diálogo intimo com o pai, brota do coração e do compromisso. Isso percebemos claramente, quando Jesus se retirava para orar, pois o conteúdo central da sua oração, é o reino, o plano de Deus sobre o mundo e sobre o destino humano, bem como, a sua fidelidade a esse plano. Assim a oração não é instrumento para a missão, mas na verdade ela expressa, a comunhão interior com Deus, que dá sentido e consistência não somente à nossa vida, mas também, à própria missão. Para concluir este tópico gostaríamos de frisar, que tanto a oração, quanto a espiritualidade, numa profunda experiência de Deus, são na verdade atitudes de vida. A espiritualidade e oração, consiste, em viver diante de Deus, contemplando e compreendendo a vida, à luz do seu projeto. A oração e a espiritualidade, são nesse sentido vistas, como atitudes de vida que não excluem a necessidade de momentos fortes do que chamamos de oração pessoal, silêncio interior, intimidade com o pai de Jesus e nosso pai. Na verdade, trata-se de rezar a vida e a história, de expor a existência pessoal e a missão, diante de Deus. É colocar diante do pai a própria vida, a vida do nosso povo, a vida do mundo, com toda a carga de sofrimentos, lutas, vitórias, desafios e conquistas. São momentos de louvor, agradecimentos, e súplicas, mas sempre algo muito concreto, humano e humanizante, que brota a partir de algo vivido, sofrido, partilhado, porém, carregado de sinais de esperança. É desse modo que aparece a experiência de Deus, a espiritualidade e sobretudo a oração, na Bíblia.
Com carinho todos vocês
Pe. Gilderlane

PERÍODO CLÁSSICO



PERÍODO CLÁSSICO

Não pretendemos fazer comparações entre os períodos que compõem a História da Filosofia, mas dá uma ênfase acerca da Natureza no pensamento antigo, e sobretudo ao que diz respeito a CRIAÇÃO.
Há alguns anos, ou melhor, desde a Antigüidade vemos a busca pelo conhecimento a fim de explicar a origem do universo, do homem, se Deus é imanente a criação do universo entre outros. Quando se fala da “Criação”, imediatamente pensamos nas questões relacionadas a Deus e a origem do mundo. Por isso, na tentativa de mostrar vias acerca desses questionamentos, partimos com a metafísica, como princípio.
Refletindo sobre a “Doutrina da Criação” e, levando em consideração a pergunta originária desde os primórdios da Filosofia, ou seja, o que dá sentido à realidade, perceberemos que aproximadamente 25 anos de existência da Filosofia, a metafísica sofreu grandes mudanças.
No primeiro momento voltemos à Antigüidade. A idéia do cosmos grego concebia a realidade como o TODO. Fundamentava o pensamento a partir da essência das coisas, independentemente da subjetividade.
Essa compreensão de que o universo era visto através de especulações cosmológicas, mais tarde foi criticado pelos modernos.
Deixemos claro que essas discussões sobre o universo numa perspectiva cosmológica, consequentemente influenciaram também na relação do homem com o universo, e posteriormente o modo de vida do homem inserido nesse mesmo universo.
Desde os antigos até os medievais, o pensamento acerca daquilo que poderia ser conhecido, só era possível graças a natureza (Physis). Nisso constituía o princípio da verdade e do bem, isso é, do saber e da ética, respectivamente.
Tendo como paradigma o “cosmos grego” como princípio da realidade, “possibilita-nos” a perguntar, ou até mesmo, responder sobre a “matéria”.
Se o cosmos era modelo de ser que dava sentido à realidade, e entendido como e imutável, nesse sentido a matéria é não-criada.
É próprio do pensamento humano tematizar a ordem como fundamento da ação humana. A ordenação só poderá ser compreendida racionalmente, ou seja, vê a essência, o “eidos”, pois conhecemos o objeto pela essência. “Mas se algo existe de eterno, imóvel e separável, é evidente que compete a uma ciência teórica conhecê-lo”.1
1 Cf. Aristóteles, Metafísica, p.141
2 Cf. Gn 1, 26-27; 9,3; Sb 9, 2-3
3 Cf. Sl 8,7 e 10
Porém na modernidade a subjetividade emerge como fonte de todo sentido e constituinte da ordem. Pergunta-se não mais pela essência, mas pelo sujeito do conhecimento, o homem que se revela como sujeito em relação a si mesmo e ao mundo. Essa experiência do pensamento moderno não fora percebido pelos antigos.
Com efeito, é importante salientar que durante a história da humanidade, encontramos muitas divergências quanto a reflexão acerca da Criação. Como já vimos, os antigos, por exemplo, preocupavam-se com o surgimento do mundo, enquanto que no pensamento medieval, vê-se a influência da ética. Os modernos, de certa forma influenciados pelo Iluminismo, passam a ter uma visão mecanicista do universo (com suas leis determinadas).
A partir daí se percebe um grande ponto que diverge os antigos dos modernos. A preocupação não está mais no que é o universo, mas como é o universo.
A concepção de Criação tida pelos escritores cristãos nos séculos I e II, baseava-se numa visão judaica-helenista, e até mesmo como encontramos no Antigo Testamento.
O homem, criado à imagem de Deus, recebeu o mandamento de dominar a terra com tudo o que ela contém e governar o mundo o mundo na justiça2 e, reconhecendo Deus como criador do universo, orienta-se a si e ao universo para ele; de modo que, estando todas as coisas sujeitas ao homem, seja glorificado em toda a terra o nome de Deus.3
Percebe-se, então uma louvação à beleza da criação e a ordem do cosmo, da qual deriva o sentido e valor de sua atividade.
Por isso, tornou-se evidente a relação entre a doutrina da criação dos primeiros teólogos cristãos e a cosmologia da filosofia contemporânea.
Nesse intuito, as principais linhas de pensamento nos primeiros séculos cristãos (Estoicismo, Epicurismo e Ceticismo), tentaram fundamentar o pensamento filosófico à prática da vida, e que por esse meio, o homem pudesse alcançar a “bem-aventurança” (eudaimonia)4
Encontramos uma tentativa de relacionar o pensamento cosmológico da criação à ética. Pois não basta apenas “louvar a obra do criador”, mas obter como resultado a realização do bem_ na vida prática. Podemos dizer que esse é o nexo encontrado entre a cosmologia e a ética.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Doutrina Cristã do Pecado

    
Trataremos a seguir do pecado original e do pecado hereditário.
Na relação entre a antropologia cristã com o mundo, encontramos uma possibilidade do homem se dirigir ao bem, mas segundo o pessimismo ético de Agostinho no debate com Pelágio, assume a doutrina do "peccatum iriginale".
A priori, nitidamente, percebemos a existência do mal. Muitas vezes não sabemos o que nos leva à prática do mal, tampouco a quem empregar essa ação.
Segundo a tradição ética grega, o homem tem a convicção tanto do bem, quanto do mal, contudo nem sempre consegue impulsionar-se para o bem, e no entanto, acaba praticando o mal _ pecado. Nesse sentido o mal já está no homem, isto é, o pecado é original.
" Não entendo absolutamente o que faço: pois não faço aquilo que quero mas aquilo que detesto. (...) Mas então não sou eu que faço e sim o pecado que mora em mim. (...) Não faço o bem que quero e sim o mal que não quero".9 9 Cf. Rm 7, 15-19
10Cf. Dorothea Sattler/ Theodor Schneider, Doutrina da Criação, p. 167
No entanto, o homem não deve se conformar com o que vimos acima, mas servirá de incentivo para o ele, principalmente diante dos desafios que o mundo moderno oferece. Não que a explicação para a prática do bem venha do nada ou pelas capacidades humanas. Agostinho diz que "todo bem é obra da graça de divina".10 Embora percebamos o maniqueísmo e o pessimismo de Agostinho, vemos a boa maneira como ele expõe as ações éticas de Deus criador para a humanidade.
No "Livre Arbítrio", Agostinho fala a respeito do mal e faz referência à vontade. O homem desvia-se do bem, e a concepção de mal surge da liberdade humana, esse mal pode ser entendido como mal físico e moral.
A outra concepção vem do próprio original _ em Adão _ "
omnes homines pertransiit, omnes peccaverunt".
Per unum hominem peccatum intravit in mundum, et per peccatum mors et ita in E com isso, o pecado teria passado para toda a humanidade.11 A partir do pecado originário, Agostinho acredita que o homem deve estar sem querer sujeito o mal. O "peccatum originale" assumiu o princípio da concupiscência. Agostinho ver no prazer sexual do ser humano a causa da corrupção da natureza humana.
Influenciado pela tradição bíblica, Agostinho também vai dizer que todo mal _ poderá ser evitado com pela graça de Deus.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

OBSTÁCULOS NO CAMINHO

Assim como as ondas de rádio sofrem interferências que impedem uma boa sintonia, também podem apresentar-se obstáculos no campo da fé. Por vezes, as trevas podem afetar pessoas que vêm seguindo o Senhor há muitos anos e que ficam, por culpa própria ou não, desconcertadas ou como que perdidas, deixando de ver a alegria e a beleza da entrega.
Nesses casos, tornam-se necessárias umas perguntas feitas com sinceridade na intimidade da alma: Desejo realmente voltar a ver? Estou disposto a concordar ao menos em que existem razões e acontecimentos que revelam a presença de Deus na minha vida? Deixo-me ajudar? E para isso exponho a minha situação com clareza, sem esconder-me por trás de teorias, sem maquiagens, sem paliativos?
Juntamente com a soberba, que é o principal obstáculo, podem apresentar-se outras dificuldades: o ambiente ávido de comodismo, que tende a rejeitar por princípio tudo o que implica sacrifício e cruz, e que pode armar laços sutis, cheios de razões humanas contrárias ao que Deus pede em determinado momento: um caminho cheio de alegria, mas mais árduo e íngreme que o de um ambiente carregado de hedonismo.
Será necessário então um esforço suplementar e mesmo heroico por desprender-se de todo o lastro das paixões, que arrastam para o pó da terra; será necessário purificar o coração dos amores desordenados para cumulá-lo do amor verdadeiro que Cristo oferece, pois dificilmente poderá apreciar a luz quem tem o olhar turvo.
A preguiça é outro obstáculo que pode interpor-se no caminho para Deus. Como todo o amor autêntico, a fé e a vocação implicam uma entrega da pessoa, que o amor nunca considera suficiente. A preguiça costuma traçar uns limites e defender uns direitos mesquinhos que entravam e atrasam a resposta definitiva a essa fé amorosa.
O Senhor pode também ocultar-se à nossa vista para que O procuremos com mais amor, para que cresçamos em humildade e nos deixemos orientar e guiar por quem Ele colocou ao nosso lado para levar a cabo essa missão. Se compreendemos nesses casos que é essa a vontade divina, sempre acabamos, sem exceção alguma, por descobrir o rosto amável de Cristo, mais claramente do que antes, com mais amor.
A palavra “fé” tem na sua raiz um matiz que vem a significar deixar-se conduzir por outra pessoa mais forte do que nós, confiar em que outro nos preste a sua ajuda. Confiamos fundamentalmente em Deus, mas Ele também quer que nos apoiemos nessas pessoas que colocou ao nosso lado para que nos ajudem a ver. Deus dá-nos frequentemente a luz através de outros.
O Senhor passa ao nosso lado com os suficientes pontos de referência para podermos vê-Lo e segui-Lo.
Peçamos à Virgem que nos ajude a purificar o olhar e o coração para que saibamos interpretar corretamente os acontecimentos de cada dia, descobrindo neles a presença de Deus.

Creio, Senhor, mas ajuda-me a crer com mais firmeza; espero, mas faz que espere com mais confiança; amo-Te, mas que eu Te ame com mais ardor.

Falar com Deus

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O SENTIDO DA VIDA


...sempre preocupou a humanidade. "Por que vivo?", "Qual a razão da vida?", "Qual o objetivo de viver?"
Mary Roberts Rinehart disse sobre o sentido da vida: "Um pouco de trabalho, um pouco de sono, um pouco de amor, e tudo acabou." • Edmund Cooke afirmou: "Nunca vivemos, mas sempre temos a expectativa da vida." • Colton: "A alma vive aqui como numa prisão e é liberta apenas pela morte." • Shakespeare: "Viver é uma sombra ambulante." • R. Campbell: "Viver é um corredor empoeirado, fechado de ambos os lados." • Rivarol: "Viver significa pensar sobre o passado, lamentar sobre o presente e tremer diante do futuro." Será que todas essas não são afirmações bastante amargas e desanimadoras sobre o sentido da vida? Parece que todos falam apenas de existir e não de viver verdadeiramente.
Jesus tocou no âmago da questão ao dizer: "Eu sou... a vida" (João 14.6). Por isso o apóstolo Paulo escreveu sobre o sentido da sua vida: "Porquanto, para mim o viver é Cristo" (Filipenses 1.21). Por isso, também o apóstolo João começou sua primeira epístola com as palavras: "O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos, e as nossas mãos apalparam, com respeito ao Verbo da vida (e a vida se manifestou, e nós a temos visto, e dela damos testemunho, e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada)" (1 João 1.1-2). Uma revista esportiva resumiu da seguinte forma a vida de um famoso ex-treinador e comentarista esportivo: Eu acreditava que 20 anos de fama bastariam... talvez ganhar três campeonatos e então, no auge, com 53/54 anos, parar... Depois eu pretendia recuperar tudo o que tinha perdido, por causa do muito tempo que estive viajando... Agora tudo parece tão sem sentido... Mas aquela ânsia incontrolável de conquistar o mundo não podia ser freada... Ao se ficar doente, chega-se à conclusão: "o esporte não significa mais nada" – esse pensamento é simplesmente terrível. Alguém disse certa vez: "Qual o significado da vida, quando ela se torna ‘antigamente’?" Sem Jesus, que é a vida em todo o seu significado presente e eterno, a vida na terra oferece no máximo