Refletindo Mt 20,1-6
Os adversários de
Jesus irritavam-se com a acolhida que ele dispensava a todos quantos eram
vítimas da marginalização social e religiosa de sua época. Sua extraordinária
misericórdia levava-o a fazer-se solidário das vítimas do desprezo e da
arrogância. Todos, sem distinção, tinham lugar no seu coração.
A parábola do
proprietário de uma plantação de uvas ilustra esta sua disposição interior. A
bondade do vinhateiro levou-o a sair sucessivas vezes para contratar operários
para sua plantação, de modo a não haver indivíduos ociosos na praça. Até mesmo
uma hora antes de terminar o expediente diário, ele saiu à procura de
desocupados para lhes dar trabalho. Surpreendente é que, na hora de acertar as
contas, os da última hora receberam tanto quanto os da primeira hora.
Isto foi motivo de protesto para estes últimos, que consideraram injustiça receber salário idêntico aos que trabalharam pouco.
Isto foi motivo de protesto para estes últimos, que consideraram injustiça receber salário idêntico aos que trabalharam pouco.
O dono da vinha -
imagem de Deus - age com misericórdia e bondade. E se recusa a fazer
discriminações indevidas entre os seus diaristas. Uma justiça, falsamente
entendida, tê-lo-ia levado a pagar aos últimos uma quantia bem inferior do que
aquela paga aos primeiros. No caso de Deus, consistiria em conceder salvação
abundante a uns, e relegar os demais a uma espécie de desprezo. Entretanto,
como o modo divino de agir vai na direção contrária, a justiça é superada pela
misericórdia. E todos são, igualmente, objetos de seu amor.
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