Refletindo Mt 19,3-12
A perícope sobre o
divórcio, em Mateus, está construída sobre a de Marcos 10,1-12. Tanto num como
noutro evangelista, o tom é de controvérsia: trata-se de "pôr Jesus à
prova" (Mt 19,3; Mc 10,2).
Como Deuteronômio
24,1-4 não especificava claramente por que motivo o marido poderia dar à sua
esposa uma carta de divórcio, deixava espaço para interpretações diferentes e
divergentes. Jesus defende com clareza a indissolubilidade do matrimônio,
recorrendo ao projeto original de Deus (Mt 19,4-6; Gn 1,27; 2,24; 5,2). O
projeto original de Deus impede o repúdio: "... o que Deus uniu, o homem
não separe" (v. 6).
À pergunta do porquê
da prescrição de Moisés, Jesus responde: "por causa da dureza do vosso
coração" (v. 8), isto é, da incapacidade de compreender e pôr em prática
os mandamentos de Deus, da resistência de amar verdadeiramente. Uma única
exceção é feita por Jesus: em caso de "união ilícita" (v 9), ou seja,
em casos de consanguinidade, por exemplo (ver: Lv 18).
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