Comentário baseado no
Evangelho de Jo. 14,21-26
O
amor não é uma ideia, nem são palavras. Para Santo Inácio de Loyola, “o amor se
põe mais em gestos que em palavras”.
É
importante ter presente que na vida cristã o primeiro é o amor ou, melhor
ainda, aceitar que se é amado por Deus, pois “Ele nos amou primeiro” (1Jo
4,19). Amar Jesus é acolher e pôr em prática sua palavra (cf. v. 21.23.24).
O “mundo” a que se refere Judas (v. 22) é, aqui, tudo o que se opõe ao projeto salvífico de Deus. É símbolo de fechamento ao Deus revelado em Jesus.
O “mundo” a que se refere Judas (v. 22) é, aqui, tudo o que se opõe ao projeto salvífico de Deus. É símbolo de fechamento ao Deus revelado em Jesus.
Assim,
o “mundo” não é capaz de reconhecer a manifestação de Deus em Jesus em razão do
fechamento, da recusa de escutar o Senhor e de pôr em prática suas palavras.
O
outro consolador ou defensor, que dará continuidade à obra do primeiro
consolador, Jesus Cristo, é o Espírito Santo. O Espírito Santo tem, aqui, uma
missão de hermeneuta, de intérprete: “... ele vos ensinará tudo e vos recordará
tudo o que eu vos tenho dito” (v. 26). O Espírito Santo faz em nós a memória de
Jesus.
A
adesão a Jesus introduz o discípulo numa rede complexa de amor. Nela estão
implicados o Filho Jesus, o Pai e o discípulo.
Guardando
os mandamentos do Mestre, o discípulo vive o amor mútuo, cujo ápice consiste em
doar a vida pelos outros. Tudo, em sua vida, resume-se no mandamento do amor. O
desamor não encontra guarida em seu coração.
No
ato de amar o próximo, o discípulo concretiza seu amor a Jesus. O próximo
torna-se mediação deste amor maior, impedindo-o de se tornar abstrato.
Destarte, o amor ao próximo ganha transcendência, e vai além do que podemos
imaginar. Com ele, supera-se os limites do outro, e envolve o próprio Deus.
O
Pai intervém nesta dinâmica de amor, amando a quem ama o seu Filho, observando
os seus mandamentos. Quem acolhe o Filho, está acolhendo também o Pai. E,
assim, o Pai faz-se presente na vida de quem ama o Filho.
Por sua vez, o Filho responde com amor ao amor do discípulo, porque quem ama é também amado. E mais, torna-se habitação do Pai e do Filho.
Por sua vez, o Filho responde com amor ao amor do discípulo, porque quem ama é também amado. E mais, torna-se habitação do Pai e do Filho.
Esta
rede divina de amor é motivo de realização plena para o discípulo.
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