quinta-feira, 14 de março de 2013

Na Comunhão dos Santos louvamos Maria, a Mãe de Jesus



A Bíblia nos ensina que Deus é três vezes santo, só Ele é santo. Deus comunica a santidade, é um Deus santificador e deseja um povo santo: ”Sede santos, porque eu, Javé, sou santo” (Levítico 19,2;20,26). A santidade de Jesus é idêntica à santidade de seu Pai Santo (João 17,11). Jesus santifica os cristãos; o Espírito Santo é o agente santificador dos cristãos. Jesus vai recomendar: “Sede perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito“ (Mateus 5,48). Portanto, a santidade é vocação de todo cristão: “A vontade de Deus é esta: a nossa santificação” (1 Tessalonicenses 4,3).

Ser santo é cumprir a vontade de Deus em nossa vida. Santos são, portanto, todos aqueles que vivem o Evangelho e, de forma toda especial, os que já se encontram hoje na casa do Pai. Os santos não ocupam o lugar de Deus, não são inventados pelos homens, não são deuses, mas criaturas de Deus, a quem Deus privilegiou com um amor especial, e viu este amor ser correspondido. Eles só são reconhecidos como santos porque foram amigos íntimos do único Deus que os santificou. Os santos são heróis da fé vivida no amor, fé no único Deus verdadeiro, o Deus revelado em Jesus Cristo.

Nenhum católico adora os santos, mas os respeita e venera como amigos de Deus. Este respeito e veneração vêm da fé na ressurreição, pois os que morrem no Senhor estão com Ele. Vêm da fé na “comunhão dos santos”: os santos intercedem por nós diante de Deus. A Bíblia nos mostra que Deus opera milagres pela intercessão dos santos. Um exemplo é a cura do coxo de nascença, operada por São Pedro e São João, junto à porta do Templo: “Não tenho nem ouro nem prata, mas o que tenho isto te dou. Em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda” (Atos 3,1-9). E a Bíblia apresenta outros inúmeros exemplos afirmando que “Deus fazia não poucos prodígios por meio de Paulo” (Atos 19,11-12). Jesus é nosso único mediador entre Deus e os homens, e Ele disse: ”O Pai dará a vocês tudo o que pedirdes em meu nome” (João 15,16).

Um santo só opera em nome de Jesus, porque só em Jesus está a fonte da graça e a força de Deus. Os santos não estão em oposição ao Senhor. Ao contrário, colocam em evidência a glória e santidade de Jesus Cristo, cabeça da Igreja e nosso único salvador. Pois foi Jesus mesmo quem afirmou: ”Eu garanto a vocês: quem crê em mim, fará as obras que eu faço, e fará maiores do que estas, porque eu vou para o Pai” (João 14,12). Ninguém pode ser santificado, sem entregar sua vida por Jesus e pelos irmãos. Honrar um santo significa reconhecer a força transformadora da Palavra de Deus, que santifica quem a aceita e a coloca em prática.

O santo é para os cristãos um exemplo de quem testemunhou sua fé no seguimento de Jesus. Nós, católicos, temos a alegria de abrir nosso álbum de família – a nossa família na fé – e contemplarmos uma fileira de heróis na fé, os santos, nossos irmãos e amigos, que conseguiram servir a Deus com fidelidade e, junto de Deus, pedem por nós. Santos e santas, rogai a Deus por nós!

Entre os santos de Deus está, em primeiro lugar, Maria, a mãe de Jesus(Mateus 2,1; Marcos 3,32; Lucas 2,48; João 19,25).

 Texto:
Cônego Pedro Carlos Cipolini - Doutor em Teologia (Mariologia); professor titular da PUC–Campinas; membro da Academia Marial de Aparecida



Nota:
Sobre o uso de imagens na Igreja, consultar:

JOÃO PAULO II, Duodecim Saeculum. Carta Apostólica sobre a Veneração das Imagens, 1987. Petrópolis: Vozes, 1988.

PONTIFICAL ROMANO. Ritual da dedicação de igreja e de altar, 1977. São Paulo: Paulinas, 1984.

SCOMPARIM  A. F., A iconografia na Igreja Católica. São Paulo: Paulus, 2008.                              

Nenhum comentário:

Postar um comentário