Comentário
do Evangelho Lc 10,21-24 – 04\12\2012
Os discípulos foram declarados felizes por terem visto e
reconhecido o Messias Jesus. Esta felicidade foi ansiada, ao longo da história
de Israel, por "muitos profetas e reis" que nutriam a esperança de
vê-lo. O desejo deles, porém, não foi realizado.
Entretanto, a graça de ver o Messias tem dois pressupostos. O
primeiro diz respeito à ação divina como propiciadora desta experiência. Só
pode reconhecer o Messias, Filho de Deus, aquele a quem o Pai o quiser revelar.
A simples iniciativa ou a curiosidade humana são insuficientes. O máximo que se
poderá alcançar é a visão da realidade humana do Messias, seu aspecto exterior
e suas características secundárias. Sua verdadeira identidade de Filho de Deus
só pode ser conhecida por aqueles a quem o Pai revelar. Privado deste dado
fundamental, esse conhecimento da pessoa do Messias Jesus esvazia-se e perde
toda a sua relevância.
O segundo pressuposto refere-se à postura espiritual de quem
recebe a graça de reconhecer o Messias. Somente os simples e pequeninos, os não
contaminados pelo espírito de soberba próprio dos sábios e entendidos deste
mundo, é que terão acesso a este conhecimento elevado. O que os sábios em vão
buscam conseguir, aos pequeninos é revelado diretamente por Deus. Estes têm a
felicidade de ver e ouvir o Messias e predispor-se a acolher o Reino proclamado
por ele.
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