Comentários do Evangelho Mt
7,21.24-27 06\12\2012
A fala inicia-se com
uma contundente antítese entre o louvor que enche de satisfação o fiel e a
exigência da prática perseverante da vontade do Pai do céu, revelada nas palavras
e no testemunho de Jesus. As invocações, as profecias, a expulsão de demônios,
os milagres não são o caminho para a união com Deus. O caminho é a prática da
justiça, da fraternidade, da partilha, tudo a serviço da vida, principalmente
dos mais desamparados, empobrecidos e excluídos.
Muitos
que realizam ações extraordinárias, desdobrando-se em louvores ao Senhor, na
realidade estão buscando sua própria glória e prestígio, como os fariseus que
faziam longas orações diante do povo para se aparentarem como piedosos e
justos.
O
primado do "fazer a vontade do Pai" como sendo o caminho para a união
com Deus é uma característica do evangelho de Mateus e, principalmente, do
evangelho de João. Fazer a vontade do Pai resulta em transformar-se em sede da
morada do Pai e do Filho com a participação na vida eterna.
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