Foram
os pobres os primeiros a contar com Jesus. Reconheceram seu poder de restaurar
a vida e de curar toda sorte de doença e enfermidade. Coxos, aleijados, cegos,
mudos e tantos outros aproximavam-se de Jesus, na esperança de serem curados,
porque tinham a certeza de que um poder divino atuava por intermédio dele. E,
por isso, davam glória ao Deus de Israel.
A
pobreza e a marginalização levavam-nos a esperar a intervenção de Deus na
História, por meio do Messias anunciado pelos profetas, o qual iria restituir a
fala aos mudos, curar os aleijados, fazer os coxos andarem e os cegos
enxergarem. Tudo isto eles viam acontecer na ação de Jesus, a quem reconheciam
como o Messias.
Não
se notava nos ricos a mesma sensibilidade dos pobres. Aqueles não precisavam de
Jesus, nem de Deus, pois se bastavam a si mesmos. Depositavam sua confiança nos
bens que possuíam. Não tinham tempo para perceber a ação amorosa de Deus, em
benefício da humanidade. Sendo assim, a pessoa de Jesus e sua ação taumatúrgica
nada representavam para eles. Quiçá o tomassem por um milagreiro qualquer.
Enquanto os pobres buscavam, encontravam e reconheciam o Senhor, os ricos, em
sua insensatez, ficavam à margem da ação de Deus na história humana.
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