Comentário do Evangelho de Mt 8,5-11 (03\12\2012
Não dá dúvidas de que esse evangelho põe em
evidência a Fé desse Centurião, o respeito e a humildade com que se aproximou
de Jesus, chamando-o de “Senhor” e a oração de súplica que marcou esse encontro
com Jesus.
Mas não podemos deixar de refletir também sobre o
grande Amor Misericordioso de Deus que ali se manifestou em Jesus, primeiro na
pessoa daquele Centurião, mas que é um sinal desse amor por toda a humanidade.
Note-se que Jesus não o interrogou para saber se
ele tinha Fé, se tinha vontade de ser seu discípulo, se estava mesmo disposto a
ser seu seguidor. Diante da oração de súplica, que, aliás, não pediu nada, mas
apenas constatou a grave enfermidade do servo, a iniciativa foi de Jesus “Eu
irei e o curarei”.
Pessoas ao nosso redor, muito queridas, e na
maioria das vezes nós próprios, padecemos desse “mal” do pecado, que nos deixa
paralíticos, porque impede-nos de viver o amor e de ajudar sinceramente as
pessoas em nossas relações.
Nossas orações diante de Jesus devem ser iguais a
essa oração do Centurião, para serem sinceras. Nos colocar diante dele com
nossas misérias, fraquezas e limitações, em um Espírito contrito e orante,
dando também a abertura no coração e na alma, para que Ele possa agir com o seu
poder restaurador. A mesma dificuldade do Centurião é a nossa, pois não nos
julgamos dignos de acolher em nossa vida a preciosa e valiosa Graça Operante e
Santificante, que o Senhor cheio de misericórdia nos oferece, entretanto, tudo
isso vem com a Palavra e isso nos basta para que o esperado “Milagre” aconteça.
O Centurião reconhecia o poder dessa Palavra e estava aberto para acolhê-la,
ciente de que ela produziria uma ação eficaz na Vida do seu servo. Exatamente
por isso á sua Fé é enaltecida diante dos presentes.
Não são as nossas ações ou medidas rigorosas, de
obediência a algum preceito, que nos libertam e nos curam de nossos “pecados”
mas o Poder da Palavra do Senhor, manifestada claramente no Verbo Divino, Jesus
de Nazaré, o Filho de Deus.
Participe e divulgue este blog!
Deus te abençoe.
Pe. Luiz Gilderlane
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